Oi Salete,
Estah sendo sim. Incrivel e dificil, muito dificil!!!!rsrsrsrsrs. Vir das calidas caatingas do sertao valentense pra um lugar frio como a Alemanha nao eh facil. De um vocabulario simples e meloso pra uma lingua rigida e apressada eh um salto por sobre mim mesmo. E as dificuldades iniciais com as maquinas de dinheiro e de alimento, e a maquina de lavar? As maquinas. Ah!!!Quantas maquinas!!! E a maquina do estado cumpre seu papel, exigindo uma serie de papeis. A Uni eh burocratica, mas nao eh burra! No entanto, sao muitas coisas que sao exigidas. De Büro em Büro sigo eu com documentos em maos.
E as pessoas se apressam pra tomar seus trens. E outros sentados tomam suas cervejas e comem seus Bratwürsts. E os minutos escorrem atraves dos vidros embacados pela neblina das janelas sempre fechadas. Sem haver tempo de saudar o sol. E olhe que nao estamos ainda no inverno/inferno!
Por vezes sou tomado por um espirito Kafkiano que me acompanha desde Praga e me retraio, por outras me sinto arrebatado pelos movimentos fugases dos caros e dos passos e das gargalhadas estridentes das velhas senhoras nos supermercados e dos acenos dos conhecidos ou amigos.
Os jovens gritam e jogam seus cigarros nas ruas, contrariando a ideia de que "soh no Brasil tem dessas coisas", principalmente na minha velha Bahia.
Os mc donalds estao em cada esquina e a coca -cola em cada Supermercado. Os filmes sao na maioria estadunidensess e os cinemas estao lotados. Aonde foi parar a Deutschland? A lingua me faz lembrar que ela eh aqui onde estou.
Ouco Bob Dylan e Sergio Sampaio pra ter um pouco de poesia nos meus passos. Musicas de poetas angustiados. Quanto a mim se me angustio, porem nao me entristeco na angustia, apenas a ouco no silencio do meu peito. Alegro-me com uma frequencia maior e me rio soh ou com os amigos, enquanto espero ansioso pelo vou que aterrissarah em Frankfurt...
Na Alemanha eh tudo tao dificil, mas eh sim tambem, Salete, incrivel e maravilhoso!!!
inteh breve
terça-feira, 20 de outubro de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Canção desesperada de Thomas Heartworth depois da despedida de Susie Hellen
Tu, doce dama, que me abandonastes aqui sozinho no frio das montanhas
geladas,
Respirando o silêncio que deixaste,
Depois de ter-me fuzilado com mil palavras de fogo,
Queria eu que tu soubesses pela voz pesada que o vento leve leva soprando,
Queria eu insistentemente que tu soubesses
Que não restará nada do meu peito perfurado
Do meu coração estraçalhado,
Que já não pulsa, não pulsa....
Que já não reaje....
E que, enfim, já não é mais um coração.
Saibas tu que quando o vento soprar em teu ouvido
Já não haverá mais peito que respire ofegante
E já não haverá mais nada o que dizer....
E já não haverá mais o que sonhar....
E que agora mesmo nada já não há!
De mim nada mais resta...
Exceto uma poesia que paira solitária levada pelo vento sul
Sem uma gota de sangue dentro de si que venha tingí-la com o rubro torpor
dos loucos
Dos loucos que dormem tranqui-los
Nas ruas imundas sem nada saber de mim
Sem nada saber de ti.
Sem nada saber das nossas sabias, mas falsas palavras...
Sem nada, doce dama!!!!!!!!!!
Sem nada...
geladas,
Respirando o silêncio que deixaste,
Depois de ter-me fuzilado com mil palavras de fogo,
Queria eu que tu soubesses pela voz pesada que o vento leve leva soprando,
Queria eu insistentemente que tu soubesses
Que não restará nada do meu peito perfurado
Do meu coração estraçalhado,
Que já não pulsa, não pulsa....
Que já não reaje....
E que, enfim, já não é mais um coração.
Saibas tu que quando o vento soprar em teu ouvido
Já não haverá mais peito que respire ofegante
E já não haverá mais nada o que dizer....
E já não haverá mais o que sonhar....
E que agora mesmo nada já não há!
De mim nada mais resta...
Exceto uma poesia que paira solitária levada pelo vento sul
Sem uma gota de sangue dentro de si que venha tingí-la com o rubro torpor
dos loucos
Dos loucos que dormem tranqui-los
Nas ruas imundas sem nada saber de mim
Sem nada saber de ti.
Sem nada saber das nossas sabias, mas falsas palavras...
Sem nada, doce dama!!!!!!!!!!
Sem nada...
terça-feira, 27 de maio de 2008
Cabeça de vento
Nem sempre nós conseguimos segurar a cabeça acima do pescoço:
Às vezes ela cança e acaba despencando para um dos lados;
Isso quando não a afundamos na terra que nem avestruz.
Conheci um sujeito de mãos fortes e de palavras dúbias
que outro dia me disse que conseguia segurar a cabeça.
No entanto, os seus pensamentos se esvaiam nas frestas dos dedos.
Nem sempre nós conseguimos segurar a cabeça acima do pescoço:
Às vezes ela cança e acaba despencando para um dos lados;
Isso quando não a afundamos na terra que nem avestruz.
Conheci um sujeito de mãos fortes e de palavras dúbias
que outro dia me disse que conseguia segurar a cabeça.
No entanto, os seus pensamentos se esvaiam nas frestas dos dedos.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
A toalha bordada
Ela gostou de mim, sem ao menos eu ter tido tempo de dizer por sobre que beleza o meu coração repousava até então. Era apressado os nossos desejos e rápida foi a paixão que nos envolve agora em uma bruma de saudade.
Meu quarto guarda em cada canto o cheiro de seu corpo, e minha memória a guarda por inteiro. Lembro-me da nossa noite de entrega. Ao terminar, sorrindo, ela enxugou seus cabelos com o lençou molhado de nosso suor. Eu, diligente e descuidado a um só tempo, ofereci-lhe para que enxugasse o cabelo uma toalha enxuta com o nome meu e da mulher que havia me presenteado o tecido piegas.
Como foi para mim doloroso vê-la espantada e chorosa a olhar fixamente aquele pedaço de tecido bordado, e aos soluços baixar a cabeça e enchugar não os cabelos revoltos, mas as lágrimas que lhe desciam dos olhos doloridos. Foi denunciado, assim, o inicio do fim daquela rápida paixão, que hoje se demora em nostálgicas lembranças.
Meu quarto guarda em cada canto o cheiro de seu corpo, e minha memória a guarda por inteiro. Lembro-me da nossa noite de entrega. Ao terminar, sorrindo, ela enxugou seus cabelos com o lençou molhado de nosso suor. Eu, diligente e descuidado a um só tempo, ofereci-lhe para que enxugasse o cabelo uma toalha enxuta com o nome meu e da mulher que havia me presenteado o tecido piegas.
Como foi para mim doloroso vê-la espantada e chorosa a olhar fixamente aquele pedaço de tecido bordado, e aos soluços baixar a cabeça e enchugar não os cabelos revoltos, mas as lágrimas que lhe desciam dos olhos doloridos. Foi denunciado, assim, o inicio do fim daquela rápida paixão, que hoje se demora em nostálgicas lembranças.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
cigarros e silêncio
Há quem, com a boca cheia de palavras, não consiga dizer nada ao querer falar tudo. As ruas e praças estão cheias de bocas, e já não há mais ouvidos para tantas vozes. Embora ninguém mais ouça, todos querem dizer alguma coisa.
Eu não digo mais nada. Segurando um cigarro barato com minha mão trêmula, desesperado e apático a um só tempo, assisto a fumaça preencher o vazio do meu quarto, misturando-se à voz roufenha de Bob Dylan que grita as suas dores sem saber das minhas.
Tanto melhor que não saiba mesmo, pois assim haverá uma pessoa a menos para não ter que lembrar de tudo quanto engoli calado, sem ao menos dizer “Foda-se!”...
E calado, acendo outro cigarro e espero a minha memória esquecer-se de mim.

Os quebrados versos do entojo
De tudo em tu não queria eu nada,
A não ser afastar-me de ti.
Pois se tu soubesses, Ó princesa desencantada,
O quanto de mim em ti eu perdi;
Estarias tu de mim já separada.
Não buscarias tu remotas lembranças
Nem promessas vãs de mim cobrarias
Pois à medida que o tempo avança
Tua presença cada vez mais me angustia.
Vai-te embora, portanto
Com teu corpo,
tua alma e teus cantos
Em meu ouvido
outras musas falam novas poesias
E meus pés já com elas
Dançam eróticas melodias.
Espere!
Mas não te molhes tanto,
Em teus próprio pranto,
Apenas esqueça que já estivemos juntos um dia!
A não ser afastar-me de ti.
Pois se tu soubesses, Ó princesa desencantada,
O quanto de mim em ti eu perdi;
Estarias tu de mim já separada.
Não buscarias tu remotas lembranças
Nem promessas vãs de mim cobrarias
Pois à medida que o tempo avança
Tua presença cada vez mais me angustia.
Vai-te embora, portanto
Com teu corpo,
tua alma e teus cantos
Em meu ouvido
outras musas falam novas poesias
E meus pés já com elas
Dançam eróticas melodias.
Espere!
Mas não te molhes tanto,
Em teus próprio pranto,
Apenas esqueça que já estivemos juntos um dia!
Assinar:
Postagens (Atom)
